Nada é tão previsível quanto parece E, muito menos, por acaso... Uma semente, seca, aparentemente morta sem vida, pode encontrar uma caixinha de leite com terra boa e quem sabe brotar. Se vingar, crescer e ir pra terra está encaminhada... Esses tempos plantei duas árvores no casa de minha namorada... Não posso avancá-las, são da terra, são do Sítio. Escolhemos direções e temos que seguir... Colocamos a própria carne, não se pode mutilar... Eu te amo.
Escrito por felipe capucho às 18h32
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Ando sem paciência para ver filmes até o final, li um livro que minha namorada me deu, livro seco e agudo, livro bom... sem final feliz, sem heróis e com palavras cruas! livro real até nos anseios privados dos personagens, o protagonista, Dominic Molise, sonhava em ser jogador de Beisebol, arremessador, na sua cabeça era talentoso e tinha um Braço perfeito para isso, mas na realidade era baixinho e nunca seria um profissional... de família pobre, seu pai era Pedreiro, mas numa região de inverno longo, onde predreiro só trabalha no verão. seu pai era também bêbado, adúltero e sonhava que o filho aprendesse o ofício, sua mãe era uma coitada, corna ressentida, infeliz. sua avô uma saudosista de sua terra natal, meio louca, meio morta! seus irmãos eram mais novos... enredo realista, um realismo que nos põe no chão e soca a boca do estômago! diferente de Madame de Bovary, realista, mas um realismo fétido! um realismo que soa determinista, sutilmente machista... há dores tão fortes que nem sentimos, nem acreditamos, entramos num estado de letargia total... lembrei de quando eu era pequeno, dos meus objetos e do meu mundo,que vontade de correr... Minha casa, anda sempre querendo ficar arrumada, sempre querendo o retoque final, agora são grades nas janelas, para uma maior segurança, mas hoje de manhã as grades pararam de combinar, a casa vai assentar apenas uma grade, eu licharei e pintarei três... quero ir pra roça, andar, inventar e quem sabe pescar traíra ou arrancar mandiocas... o motor do fusquinha está ratiando...está sempre fudido... o tempo está frio, meu pulmão parece falar... ontem o Ikinho, ganhou do Dudu no futebol de videogame, ganhou do Léo e de mim, mas o que conta é ganhar do Dudu. Quando fiz um gol o Dudu falou que eu faço a mesma cara há anos... há tempos o Ikinho virou Ikão... Estou com vontade de subir os Marins, me sinto bem lá em cima, mas o que eu mais gosto é da dificuladade da subida a paisagem vem em segundo plano, gosto de ver pra dentro, gosto de saber que eu sei o caminho, que vou contornando o Cristal e chego na última Àgua, atravesso-a, subo o primeiro paredão passo pra segundo, vou margeando pela esquerda sutilmente e pronto. Gosto da volta, sempre difícil, gosto de levar colegas para debutar nos Marins, sempre acham que o caminho é fácil e que é possivel subir sozinho da próxima vez, sempre. minha aventura maior foi com o Artur, embora que tenha subido já antes, comecei a entender e familiarizar com o pico junto com o Campeão, erramos totalmente a subida, mas chegamos, lembro de sair na cara do abismo e sentir-me totalmente perdido... já subi a noite, dei sorte de não pegar frio nem umidade e pegar lua cheia, cheinha... qualquer hora vou fazer a travessia, com o artur, subir pelo Marinzinho e desembocar no Itaguaré... to pensando em subir o Marins sozinho, mas é perigoso...
Escrito por felipe capucho às 10h53
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