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A primeira glicose na veia O primeiro Marins A primeira bronha O primeiro beijo O último adeus A primeira morte A última tragada O fechamento de um livro A descoberta do canto dos pássaros A lágrima escorrida Decisão. A mina d’agua O sapo O cano vazio
Escrito por felipe capucho às 13h35
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Foi uma partida incrível, daquelas de se guardar na memória pra sempre Ele, um jogador mediano como eu. Um cara que acabara de conhecer, que me oferecia cigarros e cervejas, que tocava violão e me fazia cantar TIM maia com minha voz desafinada... No meio da noite descobrimos juntos que ambos éramos amantes do xadrez, pronto. Busquei meu tabuleiro e fomos para o jogo. Não conhecia meu oponente, apesar de amigável, um enxadrista nunca joga um amistoso, toda partida é uma guerra, todo adversário batível, e ele pensava como eu... Não sabia o que jogar, será que me arriscaria a abrir o jogo com um p4d, sem dominar todas as variantes, sem estar treinado e pior, sem conhecer o repertório de aberturas do meu oponente-amigo. O jogo de xadrez começa sempre antes do primeiro lance, a guerra psicológica entre os jogadores, o blefe do primeiro lance ante um adversário desconhecido é fundamental. Decidi que não iria atacar sem avaliar a capacidade técnica dele. Abri meu jogo com um p4r, uma abertura batida, para qualquer iniciante, mas com caminhos e combinações incríveis e inéditas... Temia por uma resposta do tipo p3bd, a sombria Siciliana, na qual a defesa é um contra-ataque desde o primeiro lance. A Siciliana é uma abertura que exige antes de tudo um aparato teórico enorme por trás de quem se aventura a usá-la, requer também uma coragem e concentração acima do normal. Fujo da Siciliana. Felizmente, ele também não se arriscou a dispor dela e me respondeu um p4r também, sinal de respeito, sinal matreiro. Ele era um capivara como eu,tão medíocre e talentoso... Fiquei com a dúvida: Petrov, Rui Lopes, quatro cavalos, gioco piano,gambito do rei... Escolhi a Gioco piano, uma abertura que já me rendera uma derrota vergonhasa no torneio da padroeira, abertura leve, com bispos bem móveis e cavalos traiçoeiros, no fundo queria refazer os erros daquela derrota e me superar... Meu colega, optou pela mesma variante que eu e espelhou o jogo, tentou mostrar equilíbrio tático, tentou ganhar vantagem psicológica com aquela posição igual no tabuleiro. Deixei espelhado o máximo possível, pois não ter a iniciativa ameaçada por variantes cabulosas era o tipo de jogo que adoro. Finge-se de morto, desenrola-se a corda lentamente e quando menos se espera rompe-se o equilíbrio posicional com um sacrifício de peão ou mesmo com a troca de um bispo forte por um cavalo cravado. Ganha-se um relâmpago e se tenta incendiar. Esse é o meu jogo, em são José ganhara um torneio numa partida monumental contra um japonês de meia idade que tinha um jogo mais consistente, tinha mais abertura e final, mas que consegui superá-lo com uma forte combinação de duas torres versus par de cavalos e bispo, tinha dois minutos contra oito do japonês e em quinze segundos fiz nove jogadas e consegui uma sequência de mate em cinco lances, onde o sábio jogador abandou e manteve a dignidade... A hora que rompi o equíbrio, meu adversário se assustou e acendeu um cigarro, educadamente me ofereceu junto com uma lata de Brahma, oferta que fora aceita de sopetão, sentia a vitória nas mãos, tinha planejado e enxergado um excelente sacrifício de peão do cavalo do rei, que me renderia a abertura da coluna b, por onde eu dobraria o par de torres e faria um ataque sensação com simplificação das peças e final de jogo com uma vantagem posicional avassaladora. Ai a partida ficou brilhante, com meu oponente lutando contra meu sacrifício devolvendo o bendito peão a mais... Quando depois de longas duas horas, me sentia ótimo e vitorioso e entre uma cerveja e outra,cometi o erro mais banal de um homem, a vaidade, senti-me superior e comecei a não analisar todas as combinações... O resultado foi um garfo fantástico dentro de uma combinações de quatro lances, que eu não encherguei... Recuperei minha dignidade abandonando a partida... O xadrez é um jogo que não admite um erro, tudo parecia ótimo, tudo eram flores e de repente ruiu como madeira e cupim, não é preciso nunca matar o rei, é preciso apenas deixar claro que se pode fazê-lo a qualquer momento, é preciso impor a superioridade com respeito, nunca esquecendo que se trata de nobres. Não se pode menosprezar o adversário senão toma-se um garfo um mate imbecil com uma torre na casa oito do rei logo após o roque menor... Uma derrota ensina mais do que mil vitórias, uma derrota marca como fogo em brasa, uma derrota torna-se fantástica depois que o tempo a mitiga... Sempre adorei perder, ainda mais no xadrez onde é preciso perder parar poder ganhar um dia...
Escrito por felipe capucho às 01h41
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A vida é loucura as coisas mudam ontem fui num tribunal do juri, o advogado de defesa falou que a coisa mais dificil que existe é desmentir um versão falsa de um fato verdadeiro... depois disso tive fortes dúvidas sobre a culpabilidade do acusado... o Tio morreu. Era um amigo de São Paulo, teve um avc é ... algumas desculpas esfarrapadas, decididamente não cola... temos dúvidas o tempo todo temos saudades e amarguras será que vale a pena? ficamos reprimido e reprimimos... meu professor de Penal é professor de portuguêse está na final de um concurso de poesia, pra ele, a pena é ouvir a sentença do juiz, cumprir pena de restriçaõ de liberdade não é coisa correta a se fazer... Enfim, ele sabe o que diz e eu acredito... daqui uns dias vou pra cachoiera, lá eu sou amigo do rei lá eu sou mais eu, lá é o meu lugar O medo engana e mata mas somos tão enganados que acabamos nos enganando fatalmente. A vida é como água funda muito funda.
Escrito por felipe capucho às 17h36
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Meu Tio Tofinho mandou esse "poeminha " por mail pra família: "As estrelas estão cadentes mais do que ontem! chuva de verão!" Além do tio Tofinho, meu primo Guto também escreve Haikai, ele não costuma escrever Haikai no seu blog, mas escreve textos muito bons... seu blog está na lista ao lado.
Escrito por felipe capucho às 12h18
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Era amor: essa vontade que me faz agora, esse teu jeito de carícias no olhar...
Escrito por felipe capucho às 12h08
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Bilhete de presente sapatos novos caminhada renovada a distância vale uma vida vida minha, vida nossa... sapatos novos novos tempos, velhos sonhos caminhada macia humores renovados mãos unidas, caminhadura.... sapatos novos
Escrito por felipe capucho às 17h18
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Esses tempos andei lendo alguma coisa sobre a Revolução Francesa, que ela estourou por causa dos privilégios do cléro e da nobreza, que a igualdade era apenas formal, que a constituição deveria ser feita pela nação e a nação era o povo, que era o terceiro Estado! mas a classe laboriosa não tinha a mínima representação, pois não contribuia com os tributos, daí a imensa dificuldade de se pensar em sufrágio universal... talvez no contexto histórico aquilo tenha sido vanguarda da vanguarda... A queda da Bastilha, representou a queda de um sistema prisional, de um " não aguento mais essa opressão" ainda não consigo entender o devenir que levou Napoleão ao poder...
Escrito por felipe capucho às 11h16
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Ontem foi o aniversário do Miguelzinho foi lá na casa da tia Lú e do tio Jura comi muito doce, o Jura se cansou e não ficou me servindo, mas o tio Elbom me encheu de refrigerante a luz estava fortíssima, a comida ótima! os parentes estavam em massa Tia Neca, Cida, Rê, Fátima, Tê, Lú e Tio Tofinho, Cléber, Elbom, Chôas, jura... Até a Julieta foi! O menino fez dois anos os Gêmeos estão enormes, do meu tamanho já! o Samuel está uma tora de forte A jussara e a tia lú estavam lindas o tio Elbom está muito feliz de ser avô, muito. o Manão por ser papai. os três filhos da tia Tê estavam reunidos a chuva tinha cessado o Bingo acabou cedo no vizinho Encontrei o bruno, Amanda e Dudu, foi a cerveja mais gostosa que tomei na minha vida! por isso os dois são meus amigos Fazia tempo que não conversávamos, fazia tempo tempo... Cachoeira é definitivamente meu lar, minha vida, minha terra. em breve comerei milho e abóbora do papai em breve voltarei em breve meu Tio Jura lançará seu livro de poesias " Acontecência", poemas carregados de alguma coisa que o mundo precisa carregado de vida, português, sentimentos. O jura tem um blog e o link está aqui do lado, "blogue de Jura". poesia não é para qualquer um, poesia é ser revoltado sem ser clichê, é ser sábio sem ser pedante. poesia é o oposto de hipocrisia, é saber valorizar o que se deve valorizar. quem faz poesia não precisa mutilar os dois mamilos para poder gritar, não precisa de rosto para ter rebeldia. Viva ao Jura, guerreiro solitário, poeta! Viva ao tio Jura!
Escrito por felipe capucho às 11h03
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é preciso ser cego pra não ver mesmo que se tenha que tirar a visão mesmo que a dor seja forte mesmo que a falta chame atenção é preciso fechar os olhos mesmo que seja inevitável mesmo que seja ... era pra ter sido outro primeiro era pra ter sido mas não se deixou escolha sempre há consolação sempre há um prêmio de consolação mesmo que seja eu...
Escrito por felipe capucho às 10h42
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eu só sei que você me arrombou, mudou tudo que poderia ser mudado mudou minha capacidade de sentir, os significados das palavras eu só sei que amei, e amo cada vez mais, cada vez com uma necessidade maior de ter você enchendo o meu vazio até transbordar talvez os atritos sejam porque somos um poço de sentimentos e orgulhos, somos incrivelmente dois lobos solitários que precisam necessariamente ficarem juntos... a única coisa que me alimenta é a certeza do que eu sinto por você maior que tudo e todas, maior que festas solitárias, vestimentas, confianças... que minhas aflições sejam ficções baratas que eu continue gritando pelas palavras fulas e chulas que você continue por anos e anos a me dar na linha tênue do sentimento a certeza de quem vive por amor chega logo! a Avenida Amaral Peioxoto nunca fora tão comprida, chega, meu amor!
Escrito por felipe capucho às 23h02
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Textos dizem o que querem Gosto dos obscuros, daqueles que adicionamos pra si aquilo que sentimos, onde o autor passa para um plano secundário... Poesia é uma coisa de louco, fala mais do que mil palavras, para usar um jargão antigo... Manter a liberdade no meio dessas paredes de vidro só com poeisia... Daqui a pouco vou pro Rj com meu Sogro...
Escrito por felipe capucho às 14h14
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dizem por ai que o Belchior está sumido hoje eu me encontrei com ele e matei a saudade nada como ele para nos fazer refletir e pensar na nossa vida minha última blogagem foi sobre meu vô Clóvis e esses tempos atrás meu vô Dito fez oitenta anos, muita vida , muito tempo pra pensar e muita sabedoria.... na minha faculdade andam crucificando uma caloura por ela não achar uma brincadeira ter que se sujeitar a assédio sexual... na minha faculdade há muita gente besta, muita gente que não entende a vida, talvez porque tenham dinheiro e achem que o mundo bom por isso... a vida tem que ser mais do que nos fazem engolir, avida tem que ser mais Belchior
Escrito por felipe capucho às 13h59
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ontem fez 15 anos da morte do meu avô meu avô era o vô Clóvis meu pai é o Clovinho e meu irmão é o Neto há quinze anos morreu um pouquinho da gente...
Escrito por felipe capucho às 18h37
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Nada é tão previsível quanto parece E, muito menos, por acaso... Uma semente, seca, aparentemente morta sem vida, pode encontrar uma caixinha de leite com terra boa e quem sabe brotar. Se vingar, crescer e ir pra terra está encaminhada... Esses tempos plantei duas árvores no casa de minha namorada... Não posso avancá-las, são da terra, são do Sítio. Escolhemos direções e temos que seguir... Colocamos a própria carne, não se pode mutilar... Eu te amo.
Escrito por felipe capucho às 18h32
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"Noite chegou outra vez, de novo na esquina Os homens estão todos, se acham imortais Dividem a noite, e lua e até solidão Neste clube, a gente sozinha se vê pela última vez À espera do dia, naquela calçada Fugindo de outro lugar perto da noite estou O rumo encontro nas pedras Encontro de vez um grande país Eu espero, espero do fundo da noite chegar Mas agora eu quero tomar suas mãos Vou buscá-la aonde for Venha até a esquina
Você não conhece o futuro Que eu tenho nas mãos Agora as portas vão todas se fechar No claro do dia, o novo encontrarei E no curral D'el Rey Janelas se abram ao negro do mundo lunar Mas eu não me acho perdido No fundo da noite partiu minha voz Já é hora do corpo vencer a manhã Outro dia já vem e a vida se cansa na esquina Fugindo, fugindo pra outro lugar" o Jura já blogara essa letra... o clube da esquina está cada vez mais apagada, " No claro do dia, o novo encontrarei"...
Escrito por felipe capucho às 11h12
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